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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Aprovação? Automática



O Governo está discutindo a aprovação automática nos três primeiros anos da educação básica. Discutir métodos de aprendizagem que se adaptem ao novo cenário em que a sociedade está inserida é fundamental para garantir a aprendizagem e permanência do aluno nas escolas. Mas só isso não basta. É público e notório que as dificuldades encontradas na educação ultrapassam os modelos pedagógicos e vão além dos muros da escola.
O processo de aprendizagem deve ser entendido como contínuo, ou seja, dentro e fora da escola. A participação efetiva dos pais é necessária para a consolidação do conhecimento. Os índices de abandono escolar nessa etapa, são reflexos do pouco interesse dos pais na educação de seu filho. Filhos que estão na educação básica abandonam a escola por ineficiência de seus pais e não pelo método de reprovação.
Me recordo que para entrar em uma escola pública tive que fazer uma seleção que envolvia testes para avaliar coordenação, leitura e outras coisas. Meus pais se empenhavam nos meus estudos para garantir uma boa colocação. Meritocracia.
A educação, aqui percebida como modos e costumes, era ensinada em casa, havia respeito pelos professores. Mas quando fui para o ensino médio, a forma de aprovação se modificou. Não havia mais reprovação e o aluno que fosse reprovado em alguma matéria,  faria novamente no decorrer do ano seguinte. Um absurdo! Qual adolescente no início de sua puberdade tem discernimento para conciliar estudos atuais e estudos passados? E as dúvidas? E os professores? Conclusão: total descaso dos alunos com as matérias de recuperação e por conseqüência com as matérias do ano letivo. Acúmulo de dívidas e não dúvidas, porque não conseguiram sequer assimilar o conteúdo. 
Empurrados ano após ano, se formam no ensino médio sem qualquer base de conhecimento para almejar um futuro melhor, sem falar nas greves intermináveis por aumento de salário, que faziam o conteúdo de meses serem espremidos em um mês, anulando as férias escolares. Uma geração pra sempre prejudicada, que levará os reflexos disso para seus filhos e assim por diante. As condições físicas das escolas remetem a idéia de que a mensagem a ser passada não é tão importante assim, quadros estragados, carteiras danificadas, pouco espaço, superlotação, falta de materiais, livros defasados...
A educação de qualidade que o nosso país tanto almeja é o resultado da conversão de várias forças: Pais presentes, Professores satisfeitos, Metodologia Pedagógica eficiente, Modernização das escolas, Meritocracia. Discutir maneiras de melhorar a educação é um sinal positivo para mudanças significativas, mas perder-se em discussões vazias é apagar a chama de esperança de um futuro melhor.      

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